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quarta-feira, 16 de março de 2011

O blog da Maria Bethânia



Como cidadã e como blogueira, fiquei revoltada com a história do blog da Maria Bethânia custar R$ 1,3 milhão. Para ter noção de como o valor é absurdo, fiz algumas contas de um projeto de um blog saindo do zero.

Para fazer o blog com vídeos da cantora declamando poesias, ela vai precisar de:

Máquina fotográfica e filmadora - R$ 799,00 (Cybershot Sony, no Submarino)
Notebook - R$ 2.299,00 (Sony Vaio)
Edição de vídeo - Movie Maker (gratuito)
Serviço de Internet - R$ 1.200,00 (preço médio de uma operadora por mês é R$ 99,00. O valor é para os 12 meses do blog)
Compra de domínio - R$ 30,00
Hospedagem no servidor - R$ 120,00 (eu pago R$ 10,00 por mês do meu blog)
Salário de atualizador - R$ 24.000,00 (superfaturei o salário de uma pessoa a R$ 2.000,00 por mês para atualizar um blog)
Desenvolvimento de layout - R$ 2.000,00 (valor médio do mercado)

Somando isso tudo, dá R$ 30.448,00. Ok, Maria Bethãnia. O que serão feitos dos R$ 1.269.552,00 restantes do projeto?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pai e mãe, ouro de mina

Esse post é pura sacanagem. Tava afim de tirar onda mesmo.

Hoje passei por um outdoor que anunciava um show de Jorge Vercilo e Maria Gadú. Depois de escutar a "cantora (cantora? a mulher é mais homem que meu namorado, o pai dele e meu pai juntos!) revelação da MPB em 2009", sinto que só conseguirei ser feliz se um dia entender o que quer dizer "timbalaiê quando vejo o sol beijando o mar, timbalaiê não sei o que não sei-quê-lá." E o que falar de Jorginho? Bem, se ele é o pirata de Djavan e todo pirata é mais barato, o show vai custar R$ 2, como todo DVD pirata?

A verdade é que sempre que vejo ou escuto algo sobre Jorge Vercilo me lembro de um e-mail que recebi há mais de dois anos. É longo, mas é divertido.


O Homem que sabia djavanês

Eu tinha chegado fazia pouco ao Rio de Janeiro e estava literalmente na miséria. Vivia fugindo de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro. Até que um dia, lendo 'O Globo', deparei com este anúncio: 'Precisa-se de um professor de djavanês'. A audição das músicas de Djavan sempre provocou em mim puro mal-estar físico. Mas, enfim, precisava de grana e decidi fazer o possível para vencê-lo.

Naquela semana, fui a todos os barzinhos com música ao vivo da cidade. Perdi a conta de quantas vezes escutei 'e o meu jardim da vida ressecou, morreu' ou 'amar é um deserto e seus temores'. Foram sete dias de tortura; contudo, saí deles com o djavanês na ponta da língua. Em vez de mandar meu currículo, achei que conviria visitar o endereço indicado no anúncio. Era um tríplex de cobertura, decorado com muito dinheiro e mau gosto ainda maior, num dos bairros mais caros do Rio.

Apresentei-me como professor de djavanês e, após ser submetido a inquérito pelos empregados, fui levado à presença do patrão, o doutor Albernaz. Ele me recebeu com um sorriso visivelmente irônico. 'Então o senhor é professor de djavanês, hein?' “Sim, sou”. Formado em djavanês e com mestrado em beregüê. Tive dez com louvor na minha tese sobre a influência de Carlinhos Brown na obra de James Joyce”. A tese, obviamente, não existia, mas o doutor Albernaz pareceu acreditar na conversa. 'Então, só o senhor pode me ajudar. Ouça isto, por favor' - e pôs nas minhas mãos uma coletânea do Djavan em CD.

Ao notar minha cara de ponto de interrogação, ele contou sua história. 'Pouco antes de morrer, meu pai me entregou esse CD e disse: ''Filho, tenho certeza de que Djavan canta coisas muito profundas, mas ouvi suas músicas durante anos e nunca consegui entender 'COISA ALGUMA'. Só podem ser segredos iniciáticos transmitidos da maneira mais hermética possível. Descubra o  significado e você obterá a chave da felicidade'.' O doutor Albernaz abriu o encarte do CD e me mostrou uma das letras: ''Obi, obi, obá. Que nem zen, czar. Shalom Jerusalém, z'oiseau'.'  O que é isso?.

Eu estava tenso com a pergunta do doutor Albernaz. Tantas músicas do Djavan e o velho tinha de querer saber o que significava a letra de 'Obi'? Desgraçado. Se ainda fosse aquela do 'o amor que é azulzinho',  mas era tarde. Ele tinha os olhos fixos em mim: queria respostas. Todo o sucesso da minha empreitada dependia de uma explicação convincente e imediata.

De repente, uma idéia. Começo: 'Veja bem. 'Obi' é certamente uma referência a Obi-Wan Kenobi, o sábio de 'Guerra nas Estrelas' interpretado por sir Alec Guinness. 'Obá', por sua vez, remete a 'Djobi  Djobá', sucesso dos Gipsy Kings. Djavan buscou contrastar o lado luminoso e britânico da força com os mistérios nômades da alma cigana. A mesma tensão  dialética pode ser verificada no verso subseqüente, 'que nem zen, czar': a  contemplação espiritual dos monges budistas e o poder absoluto dos czares. Perceba como tese e antítese se resolvem lindamente na síntese do verso seguinte: 'shalom Jerusalém' é a paz do espírito na divina cidade... É ela que faz a alma se elevar aos céus, como um pássaro ('z'oiseau')'.

Os olhos do doutor Albernaz se arregalaram enquanto eu falava. Dois segundos depois de eu terminar, ele gritou: 'Que maravilha! Sabia que havia algo de muito profundo nessa letra! O senhor é um gênio da hermenêutica, um mestre do djavanês!'.  Passei a tarde inventando explicações para todas as outras letras do CD - Açaí guardiã..., Kremlin-Berlim-pra-não-dizer-Tel-Aviv..., índio cara-pálida cara de índio... Citei Joyce, Pound, Oswald, Glauber, Zé Celso, Hélio Oiticica e Odair Cabeça de Poeta: name-dropping é comigo mesmo.

Daí por diante, minha ascensão social estava garantida. Eu era o único intelectual do país capaz de traduzir a transcendência da linguagem de Djavan. Tinha prestígio acadêmico e subsídio do Ministério da Cultura; gostosíssimas estudantes de lingüística rasgavam as roupas e se atiravam aos meus pés. Mas troquei tudo por um violão, sandálias de couro cru e um penteado novo. Mudei até meu nome graças ao djavanês. Hoje me chamo Jorge Vercilo e sei que 'nada vai me fazer desistir do amor."

terça-feira, 30 de março de 2010

Uma corrida nada maluca


O Governo Federal lançou ontem a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Ótimo, mais investimentos para o país, mais recursos para obras e ações nos Estados e municípios. Mas na prática não é bem assim. O PAC 1, lançado em 2007, não tirou do papel mais da metade das obras. Menos de 15% delas foram concluídas. Então, cidadão brasileiro, pergunte-se: por que então, lançar o PAC 2 sem concluir a primeira etapa?

A resposta é simples: estamos em ano eleitoral. E, por lei, a candidata do presidente Lula, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tem que deixar o cargo amanhã para se dedicar à campanha. E não por coincidência, a pasta da ministra é a responsável pela coordenação das obras e liberação de recuros.

O PAC 2 prevê investimentos de R$ 1 trilhão de reais. As áreas mais beneficiadas serão energia, habitação e o social. Ninguém esclareceu de onde o Governo vai tirar esse dinheiro todo. E nem o prazo para que todas as obras sejam concluídas. Aliás, antes de responder essa pergunta, a turma do Planalto deveria primeiro encerrar o assunto do PAC 1.

Tem governador que reclama que o processo para liberaççao de recursos é muito burocrática. Por outro lado, o Governo Federal alega que os projetos enviados pelos Estados é que são incompletos. Bem, a verdade é que quem espera e continua sofrendo com a falta de infraestrutura é a população. E sem falar nos empregos que as tantas obras poderiam gerar.

O Governo (leia-se Lula), insiste que o lançamento às pressas do PAC 2 não tem nada a ver com a corrida pela cadeira ocupada hoje por ele. Por outro lado, José Serra, que finalmente se declarou candidato, tenta correr pelas beiradas. Para ele o ditado popular de "antes tarde do que nunca" pode sair caro demais. No quesito de conquista de votos, Dilma está anos-luz à frente. Há meses que está presente em todos os aniversários de boneca, nos quatro cantos do país.

Antes de tudo isso, o presidente precisava mesmo era explicar melhor o cancelamento da visita que faria hoje a Pernambuco. Lula iria a Salgueiro, onde deveria inaugurar uma fábrica que irá fornecer equipamentos para a construção da ferrovia Transnordestina. Mas adivinha o que aconteceu? A obra está inacabada. Por acaso, tem recursos do PAC envolvidos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

... e as que se esforçaram no Oscar

Aqui eu deixo rolar todo o meu veneno sobre os modelitos que achei uó no tapete vermelho. 


  • Zoe Saldana foi de Givenchy e, na minha opinião, ficou parecendo que ela pintou uns poodles, pendurou no vestido e foi. Mas já vi zilhões de críticas que amaram o look. É, gosto é gosto. 
  • Jenifer Lopez... O que é isso, minha filha? Até agora eu não entendi se esse excesso de pano é uma encharpe ou uma calda no seu vestido. 
  • Apesar de elegantérrima, achei Meryl Streep com uma roupa velha demais. Deixa para usar isso daqui a uns dez anos. 
  • Vera Farmiga se enfiou num Marchesa que mais parece uma flor desabrocahando. Como é que se diz, mesmo? Acho que é "exótico..."
  • Jodie Foster parece mais que saiu do trabalho no escritório e foi para a festa.




  • Amanda Seyfried, minha querida, você foi para o Oscar ou para o seu casamento? Tanto dinheiro gasto num Armani... Tsc, tsc, tsc...
  • Já na Charlize Theron, achei esquisito essas flores nos seios. Mas o resto tá ok. Linda cor também. 
  • Mariah, fofa. Ops, desculpa! Custava fazer um regime?
  • Sarah Jessica Parker foi de Chanel. A foto não mostra as costas do vestido, mas tá horrpivel. E a cara dela, que parece que passou do ponto na máquina de bronzeamento artificial? Fora os 15 anos que ela ganhou...

sábado, 6 de março de 2010

Vizinhos: ame-os ou odei-os

Morar em casa ou em apartamento tem uma diferança muito grande e que vai muito além de um jardim e de um quintal. Eu moro em uma casa. E você deve estar pensando: "Que legal! Um jardim cheio de plantas, um quintal com árvores frutíferas, um cachorro e som de passarinhos. Não é bem assim, Minha mãe é a favor do aquecimento global e há anos mandou colocar lajotas no jardim e cimento no quintal. Só tem um pé de acerola, fonte de vitamina C da família, e eu detesto animais de estimação. Um peixe no aquário está ótimo - não faz barulho, não suja a casa e nem tem que levar para passear.


Além de limites físicos há também outro problema gritante: vizinhos. Os do lado esquerdo são, literalmente, um caso de polícia. Os filhos nos causaram tantos problemas que, quando eles ainda eram menores de idade, fomos parar na GPCA. Outra vez, fizeram uns chingamentos contra minha mãe - uma senhora e 70 anos - que o caso foi até a Delegacia da Mulher.

Do lado direito, não há o que reclamar. Antes, morava uma senhora, que alugou a casa para um casal que depois teve um filhinho que até hoje me chama de "Tia Mari." Que lindo. A casa passou uns dois anos fechada e agora a nova compradora está reformando. Já passou a fase do quebra-quebra, graças a Deus.

Em frente, há anos é uma firma. Sem problemas. No muro de trás, há uma casa de um casal de idosos. Se um dia eles morrerem, só vamos saber porque sentiremos o mal cheiro, de tão calados que eles são.

O problema da vez é a outra vizinha "dos fundos." Uma crente da Universal que coloca no último volume o CD de música gospel de uma cantora que mais parece que saiu redimida de uma banda de brega. E ainda por cima, não achando suficiente, ela ainda canta - ou acha que canta - as músicas com toda a potência que a garganta dela é capaz deliberar. Um inferno, sem trocadilhos. Só gostaria de saber porque todo crente acha que sabe cantar. Atenção psicológos, acho que dá uma boa tese de mestrado.

Hoje cheguei da praia toda gatinha e bronzeadinha e, antes de tomar banho, fui fazer meus afazeres piriguetes do final de semana, como lavar a roupa que larga tinta e que não dá para botar na máquina. A lavanderia fica no quintal. E a crente estava escutando o seu CD no volume costumeiro e berrando como sempre.

Não tive dúvidas. No intervalo da primeira música gritei "Viva o Rock and Roll!" No segundo intervalo, cantei um trecho de uma música do Iron Maiden e ainda gritei: "666! The number of the beast!" Como acho que ela não entende inglês, traduzi. Sou uma pessoa que se preocupa com a educação dos vizinhos. Graças a mim, ela agora sabe venerar o demo em inglês.

Como ela não baixou o volume, resolvi partir para o tratamento de guerra. Peguei o som e fiz toda a engenharia de extensão e cadeira. Coloquei o CD do Cordel do Fogo Encantado, a "música de macumba." Pronto, bastaram três faixas para ela desligar o gospel. Mas eu como eu sou chata e meu cabelo ajuda, deixei o CD tocar todo. Pra ela aprender.

Claro que eu já disse milhões de vezes para a minha mãe para nos mudarmos para um apartamento pequenp num prédio simpático. O clássico "dois quartos, sala em L, varanda e dependência de empregada." Mas ela não quer. Tudo bem. Como, nos dias úteis, passo cerca de 12 horas fora de casa e nos finais de semana também não paro quieta, ela que aguente os vizinhos.

PS1: A grande incidência de aspas em palavras é para evitar processos.
PS2: Acho que da próxima vez vou colocar Legião Urbana para a vizinha crente ouvir. "É a banda daquele gay que usava drogas e morreu de Aids."
PS3: Sim, eu roubei a foto do blog de Mandrey. Afinal, na internet, somos todos vizinhos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nos bits da Lama e do Caos


Colaboração. Esse é o espírito do Expoidea, evento que vai discutir e pensar tecnologia, cultura e sustentabilidade, no Recife, no mês de setembro. Mas, para que tudo saia como o planejado, o primeiro passo foi dado ontem, pela equipe organizadora, num encontro que reuniu blogueiros da capital pernambucana, no auditório do Porto Digital, um os parceiros. A ideia é que não só os blogueiros mas qualquer pessoa interessada nos temas centrais possa sugerir nomes de palestrantes, oficinas, cursos e tudo mais que a feira possa reunir. Para isso, foi criado um portal - www.expoidea.com.br/v2/home/. É só fazer um cadastro e pronto, pode começar a dar o seu palpite. Mas calma. Não vá com muita sede ao pote. Para garantir a seriedade da coisa, os posts serão moderados, para evitar que se coloquem temas que fujam do cerne da questão.

A ideia de interação parte já da logomarca. Uma hélice que move para a junção de todas as ideias. As cores também têm o seu significado: a tecnologia no azul (Lembram da Microsoft, Twitter, Orkut, Facebook?), a sustentabilidade no verde (não precisa explicar, né?) e o laranja na cultura (a cor mundialmente conhecida como da criatividade). "Esse não é um evento só voltado para quem trabalha com tecnologia. É basicamente um evento voltado para jovens que estão atrás de conhecimento", disse um dos organizadores, Rogério Robalinho, da Companhia de Eventos.

Os blogueiros tiveram a honra de saber da novidade antes de todo mundo. Isso porque o lançamento oficial só ocorrerá em 25 de março, durante a Conferência Estadual de Ciência e Tecnologia. É, Finos&Fofos tá podendo. Além desse encontro, mais três estão programados. Nos próximos, serão tratados exclusivamente os temas do evento - tecnologia, cultura e sustentabilidade. Não só os blogueiros serão convidados. Os encontros serão abertos para quaisquer pessoas interessadas nos temas. As datas ainda serão definidas.

Mas, por que começar com blogueiros? "Vocês são pessoas fundamentais na construção do Expoideas. São formadores de opinião, potencializadores de debates e têm qualidade de conteúdo", disse o diretor de planejamento da Marta Lima Comunicação, Fernando Lima. Nem mamãe me elogia tão bem. Bateu aquele orgulho, confesso.

E para incentivar a participação, vai ter um ranking. Quem sugerir mais, leva um prêmio. Para o mês de março, vai começar com dois pacotes de um final de semana em hotel em Porto de Galinhas e um iPod. A premiação vai ser quantitaiva e não qualitaitiva, coisa que eu discordo. Neguinho (sem preconceito racial, por favor, é só um vício de linguagem!) posta um monte de coisas e vai pra praia. E quem colocar algo realmente relevante para o evento não ganha nada. Acho injusto. Mas tudo bem, vai bater aquele orgulho quando ver um palestrante que você indicou lá. Steve, amigo, vou te ligar, tá? O Steve citado é o Jobs, mas também ficaria feliz em ver o Harris, do Iron Maiden.

O local escolhido, até o momento, é o campus da UPPE. Não tem nada fechado ainda. E como toda feira que se preze, vai ter rodada de negócios, exposição de produtos e serviços, cursos, palestras e debates, manifestações e apresentações culturais e um cyber espaço. Vamos generalizar, tecnologia é coisa de nerd, certo? Então também vai ter espaço para uma arena de robótica e engenho e arte.

Tudo isso me lembra Chico Science: "Eu me organizando posso desorganizar."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Por que a pirataria é tão grande?


Não sou muito de publicar textos reflexivos, pensar na vida e discutir questões da humanidade aqui no blog. Mas hoje li na minha previsão astral personalizada que estou passando por um momento muito emotivo. Vai durar aproximadamente um mês porque um planeta que eu não lembro qual é está passando pela casa que também não lembro qual é do meu signo ascendente. Esse eu lembro - é áries. Enfim, tudo indica que será um mês de TPM. Coitado do meu namorado...

Bem, mas acho que o que vou falar aqui não tem muito a ver com o meu estado emotivo, e sim com a situação econômica do nosso país. Hoje vim de ônibus para o trabalho. Tá, até aí nada de mais, pois utilizo o transporte público regularmente para economizar uns reais com gasolina. Ok, podia ser mais chique, dizendo que me preocupo com o meio ambiente e todo aquele papo de ecochata. Mas eu sou sincera.

Sempre passo por uma rua que liga as avenidas Herculano Bandeira e Antônio de Gois até chegar ao prédio ultra tech que trabalho. É rua rua estreita, em frente à igreja do Pina, bem num sinal de pedestres. Em ambas as esquinas da tal rua com as avenidas há os sempre presentes vendedores de CDs piratas. Vendem tudo que é título: filme macho-alfa (aquele cheios de explosões e porrada), desenhos animados para crianças e shows que variam dos mortais pagodes aos chatérrimos cantores gospel.

Mas por que a pirataria, especialmente de CDs e DVDs, é tão grande na cidade? A conta é simples. Um DVD pirata custa R$ 2,00. Uma ida ao cinema de uma família de quatro pessoas num final de semana custa R$ 48,00 (duas entradas inteiras e duas meias). O combo de pipoca mais barato na rede de cinema que domina o mercado custa R$ 11,00. Ainda tem a passagem de ônibus ou o estacionamento e a gasolina. Fora o apelo dos pequenos para lanchar naquela rede do "dois hambúgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim" após o cinema. Enfim, o passeio sai por volta de R$ 100.

Uma ida ao cinema custa o preço de um aparelho de DVD de uma marca inferior numa loja daquela rede baiana que passa três comerciais a cada intervalo da novela. E ainda parcelado em 12 vezes no crediário.

É muito mais fácil para uma família que tenha uma renda de R$ 800 mensais comprar um DVD pirata de um filme que ainda está no cimema do que assisti-lo na tela grande. Para muitos, a diversão nossa de cada domingo tedioso é feita apenas em comemorações. Eu já escutei num ônibus a conversa de duas mães. Uma dizia que era aniversário do filho e que ele tinha pedido para ir ao cinema. Só não ficou sem a festinha (pois o dinheiro seria usado na tarde no shopping) porque a avó fez um bolo e uns salgadinhos para ele levar para a escola.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Feliz 2010

Pensei em fazer o primeiro post do ano dando as boas-vindas ao ano novo, desejando coisas boas para os leitores. Já tinha até escolhido uma foto bem fina e fofa de duas taças de champanhe. Mas preferi tentar fazer brotar as sementinhas da solidariedade e da esperança no coração de cada pessoa que leia esta mensagem. Estou ajudando um amigo a divulgar uma campanha de arrecadação de dinheiro para o tratamento de uma jovem que tem quase a mesma idade. Bem, estou tentando fazer a minha parte. Faça a sua também. Qualquer valor é bem-vindo.



 Eu quero ver a Yoko na China!
Amigos ajudam jovem tetraplégica a arrecadar dinheiro para fazer tratamento com células-tronco no país asiático

Imagine o que é precisar de ajuda para realizar as tarefas mais simples do dia-a-dia, como comer, escovar os dentes, pentear o cabelo. Assim é a vida de Yoko Farias Sugimoto, uma jovem recifense de 25 anos, que viu sua vida mudar completamente depois de um acidente que a deixou tetraplégica, há mais de cinco anos. Recentemente, Yoko descobriu um tratamento com células-tronco na China. Porém, o tratamento custa US$ 45 mil (cerca de R$ 85 mil) e a família não tem como arcar com os custos. Para alcançar o seu principal objetivo, foi iniciada a campanha "Quero ver a Yoko na China!" e contamos com a sua colaboração para melhorar a qualidade de vida dessa jovem cheia de esperanças no coração.
Apesar de todos os problemas, Yoko tenta levar uma vida igual a todos os jovens da sua idade. Atualmente é estudante do curso de eventos da Faculdade SENAC e sonha com sua independência e sucesso profissional. Além disso, Yoko é dona de um sorriso encantador, sua determinação é contagiante e nos faz pensar sobre os problemas e desafios da vida. É uma lição aos que convivem ou conhecem a sua história.
         Antes do acidente, a vida de Yoko já era marcada por encarar grandes desafios. Sua mãe morreu quando ela tinha 14 anos. E seu pai foi morar no Japão. Desde então, Yoko passou a morar com a avó, que hoje tem 75 anos. Até julho de 2004, a jovem levava uma vida normal - fazia faculdade de relações públicas, tinha amigos e trabalho. E foi justamente no final de um turno do trabalho que o acidente ocorreu. Yoko trabalhava nas férias como recreadora numa festa infantil. Seu trabalho era animar a criançada e garantir que todas as brincadeiras fossem realizadas com segurança. E, como fazia várias noites após o expediente, ela e outros monitores costumavam se divertir nos brinquedos.
"Foi tudo muito rápido, quando percebi, outra pessoa se projetou em meu pescoço. Senti um impacto dos joelhos de uma das monitoras sobre mim. Naquele momento não sentia o meu corpo. Tentei gritar, mas minha voz abafada não conseguia que outras pessoas me ouvissem", diz a jovem.
Num primeiro momento, Yoko disse que não pensou em nada grave. Mas ela já havia fraturado duas vértebras cervicais (C5 e C6). Num caso como esses, o socorro imediato e correto é fundamental - o que não aconteceu. Ela foi levada até o hospital em uma maca comum e sem o colar cervical. Levou mais de duas horas até a sua entrada no Hospital Getúlio Vargas, onde foram feitos alguns exames e em seguida, a jovem foi transferida para o Hospital da Restauração.
"Quando acordei perguntava o que estava acontecendo e porque não mexia nem os braços nem as pernas. Percebi que alguns amigos próximos estavam comigo e, quando a minha avó foi me visitar na enfermaria, caí em lágrimas pra que ela me dissesse o que estava acontecendo", relatou a jovem. Os médicos explicaram que o caso era grave e que ela precisava ser operada com urgência. No dia seguinte, Yoko foi transferida para o Hospital Esperança (rede privada) e foi logo preparada para realizar a primeira de uma série de cirurgias.
Após as cirurgias, Yoko fez quatro visitas ao Hospital Sarah Kubitschek em Brasília e em Fortaleza, com intervalos de seis meses. E os pequenos progressos são recebidos como grandes vitórias. "Atualmente uso um aparelho para escrever. A letra hoje não é tão legível, e às vezes, nem eu sei o que escrevi, mas já está bom", diz Yoko, cheia de alegria. Além de escrever, ela consegue usar o computador sem ajuda de outras pessoas ou de aparelhos. Como os movimentos dos braços são fortes, ela consegue teclar, mesmo sem mexer nem os punhos nem nenhum dos dedos. "Outra conquista é escovar os dentes e segurar o telefone só. Pentear o cabelo eu ainda não consigo, mas não vejo a hora de passar as mãos pra lá e pra cá, coisa que adorava fazer", completa.
Não são todos os casos passíveis de tratamento com células tronco. Mas, após análise da situação clínica de Yoko, a Beike Biotech atestou a possibilidade de realizar o tratamento e a sua aceitação está garantida. Mas a verdadeira luta começou agora. Garantir transporte, hospedagem, alimentação e, principalmente os custos do tratamento, que somados ultrapassam os $45 mil (dólares), cerca de 85 mil reais, não é fácil. Apenas a divulgação massiva da campanha pode garantir as doações necessárias. Contamos com todos que de alguma forma podem ajudar.

Serviço:
Campanha "Eu quero ver a Yoko na China!"
Contato: Reginaldo Neto (8172.8077 e 8888.3839)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A campanha continua


Comecei tarde a campanha este ano. Mas o que vale é o coro coletivo. Por favor crianças! Nada de sair por aí destruindo caixa de som de shopping, arrebentando o rapaz da rádio do supermercado, virando o carrinho de CD pirata da praia. Façam com civilização!

Em tempos modernos, lancei no Twitter a campanha #NatalSemSimone

Copiem isso nas suas postagens! Peguem essa imagem e usem no MSN! Divulguem em seus blogs! Vamos lá! Todos unidos contra Simone!!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Uma festa de legítimos finos e fofos

Depois do choque de ver que a supremacia e o monopólio de Finos&Fofos estava ameaçado com o lançamento do blog Social1, do Jc Online, resolvi correr atrás do prejuízo. Fui para a festa do lançamento do livro de João Alberto, num legítimo ato de espionagem industrial. Ok, tudo bem, confesso. Fui com o interesse de ganhar as passagens para Paris e New York. Pronto, falei. Não só eu, né? A festa estava repleta de emergentes e de falidos que querem manter a pose. Mas calma, não vou destilar todo o meu veneno agora.

Primeiro, fiquei super aliviada em ver que eu não era a única que não tinha feito uma escova no cabelo. Ufa! Ainda há vida fora do salão de beleza. Mas em compensação, as super produções supereram todos que tentaram passar desapercebidos. Uma senhora (para não chamar idosa, que falta de educação, né? Ou como diria Mandrey, uma "véia", em bom pernambucanês), desfilava com um tom de vermelho no cabelo exatamente igual à blusa que estava usando. Era, no mínimo, assustador.

Depois, pensei: "Bem, pelo menos os R$ 70 que pagamos no livro serão compensados com a boa comida e bebida." Que nada! A festa tinha mais gente do que a casa suportava. Sorte nossa que achamos um casal de amigos e conseguimos arregar a mesa deles e sentar. Afinal, festa de fino e fofo exige salto e salto cansa. Depois, o jantar servido não estava lá essas coisas. Só o básico: frango boiando num molho de não-sei-de-que (deve ser porque strogonoff saiu de moda, aí deram uma remodelada) e uma paella. Não sei porque eu insisto em comer esses pratos com frutos do mar - acho que tudo fica com gosto de casca de carangueijo e sempre mastigo algo sem textura e forma definidas. Ok, um dia eu aprendo.

Pausa para uma dica - Quer comer bem com R$ 70? Suba a ladeira Prudente de Morais, no Sítio Histórico de Olinda, e procure o restaurante "Francesco." O dono é um italiano, como o nome não nega. As massas são artesanais, produzidas pelo próprio restaurante. Tem um ambiente super agradável para o verão. No quintal da casa, colocaram oito mesas iluminadas com tochas e velas e ficou super romantiquinho. Ah, também tem uma horta orgânica, de onde saem os temperos como manjericão e alecrim usados nos pratos. Se quiser gastar um pouquinho mais, peça uma garrafa de vinho. Todos os rótulos são italianos.

Voltando à festa... Ah, teve um desfile. Duas marcas se reverzaram na passerela. Mas foi longo demais. Acho que vestiram as modelos com todas as roupas disponíveis no estoque das lojas. Tá, tudo bem, as roupas eram legais. Mas nada de diferente do que vemos nas vitrines dos shoppings da vida.

Eis que começaram os sorteios. Engraçado como só ganharam as figurinhas sempre presentes na coluna! Desembargador do TJPE, assessor de político, prefeito do Recife, só para citar alguns. É como diz aquele ditado: "A água só corre para o mar." A rafa-méa como eu pode nem sonhar com Paris. De graça. Aí vem outro ditado: "Trabalhe não pra vê!"

Depois começou a tocar a infame banda "Amigos Sertanejos." Fui embora logo antes de pintar aquela vontade de me afogar na fonte localizada no meio da Blue Angel. Na saída, ganhei uma garrafinha de água mineral com um rótulo produzido especialmente para a festa, pela marca patrocinadora. Bateu aquela saudade dos tempos em que eu queria ser publicitária e imediatamente criei a o slogan da campanha: "Água Mineral João Alberto. Mate a sua sede de aparecer."

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blog Action Day 2009 - Climate Change


Não, não é um papo de ecochato. É uma post sobre um tema sério, que tem influência direta nas nossas vidas. A partir de pequenas ações é que chegaramos a um resultado macro.

Que tal começar separando o lixo da sua casa? E olha que nem precisa comprar aquelas lixeiras coloridas, que separam os recicláveis por materiais - vidro, plástico, papel e metal. Faz como lá em casa: junta tudo numa sacolinha e coloca junto com o lixo orgânico mesmo. Se não tiver coleta seletiva na sua rua, pelo menos você facilita a vida do catador. Ah, e usar a sacolinha do supermercado para o lixo também é uma forma de reaproveitá-las. Mas se quiser levar a sua sacola retornável, melhor ainda.

Para aqueles mais engajados, a Tetra Park, fabricante de embalagens longa vida, tem um site que usa o Google Maps para achar o local mais próximo de coleta seletiva perto da sua casa. Da minha, por exemplo, tem um a apenas 2,6km. Gostou da ideia? Então anota aí o site: www.rotadareciclagem.com.br

Iniciativa - Hoje, em todo o mundo, blogs foram convocados a publicar posts alertando a população sobre o aquecimento global. E Finos&Fofos não poderia ficar fora dessa. Espero dar aqui a minha contribuição para deixar este lugar que chamamos de mundo um pouco melhor. Quem quiser ter mais informações, pode acessar o site da campanha: http://www.blogactionday.org/. Até o momento desta postagem, mais de 9 mil blogs de 150 países aderiram à campanha, atingindo mais de 12,5 milhões de leitores.

E o Brasil? - Bem, o Governo Federal diz que tem feito a sua parte. O Ministério do Meio Ambiente possui uma secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental. Já uma matéria publicada no Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/), diz que "O Brasil registrou uma redução de emissões de CO2 da ordem de 4,8 bilhões de toneladas, número superior à soma das taxas redução de emissões apresentadas por todos os países desenvolvidos juntos."

Os dados positivos não param por aí. Em 2009, conseguimos a menor taxa de desmatamento na Amazônia em 20 anos. Será que finalmente estamos aprendendo o que é uma extração sustentável? Além disso, o Brasil deve sim se orgulhar de ter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Do total de energia consumida no país, 45% tem origem em fontes renováveis, quando a média mundial é de 12%.

Ainda de acordo com o Blog do Planalto, o presidente Lula autorizou, na última terça-feira (13/10), a redação dos últimos ajustes da proposta brasileira de combate às mudanças climáticas que será apresentada dezembro em Copenhague (Dinamarca) durante reunião da ONU sobre clima (COP 15). E ontem (14/10), representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores e Fazenda e do Fórum, estiveram reunidos para agrupar essas propostas. Também participaram da reunião empresários, sociedade civil e trabalhadores. A idéia é que na próxima terça-feira (dia 20/10) esse grupo apresente uma proposta consensual.

O Blog do Planalto diz que "Segundo o ministro Minc, Lula gostou do que viu, elogiando o trabalho dos grupos envolvidos." O ministro Carlos Minc disse que a posição brasileira é ousada, de liderança, e que o Brasil “não vai se encolher”. Segundo o ministro, o Brasil vai cobrar mais dos países ricos, para que reduzam mais as suas próprias emissões de gases do efeito estufa.

Então tá, então. Vamos esperar para cobrar os resultados.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mariana Araújo, segundo a numerologia

Vamos compartilhar o assunto


E isso é tudo o que você deseja: sentar-se à frente da outra pessoa e escutar atenciosamente o que ela tem a dizer, seus motivos, suas reclamações. Aí você também explica, e conversa vai, conversa vem, ficam grandes amigos e todo o problema será resolvido com promessas de que está tudo bem a partir daquele momento. Diante de uma situação ou um desafio qualquer você vai fazer de tudo pra agradar a todos. Paga pra não entrar numa briga, quer ver a paz e a harmonia reinando a sua volta. Acreditando que “A união faz a força”, defende os seus direitos, e os direitos dos seus amigos, a qualquer custo. Você atua baseado em seu estado emocional. Age mais com o coração do que com a cabeça.

Nota da blogeira: Diz muito sobre mim e também sobre o momento que estou passando. 

* Fonte: Site da Aparecida Liberato

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Uma paixão pelo desenho da luz

Um amigo perguntou no Twitter: "Se você tivesse 20 minutos para tirar seus objetos do apto prestes a desabar, o que você levaria?" "Fotos", foi a minha resposta. Adoro fotografias e gosto delas justamente porque marcam momentos importantes da minha vida.


Antes da popularização da máquina digital, quando na nossa infância nossos pais carregavam a máquina com filme para as festinhas da escola (muitos até contratavam fotógrafos), a fotografia era realmente um registro de um momento importante.

Hoje, vemos uma banalização desse registro de momentos. Adolescentes se fotografam em tudo. Uma prima, por exemplo, tem o álbum do Orkut cheio de fotos que foram tiradas no banheiro da escola! Tudo bem que alguns momentos no banheiro da escola foram importantes para mim, como o primeiro trago num cigarro, a fuga de uma coordenadora por gasear aula ou o choro no ombro da amiga ao acabar um namoro.

Mas o fato hoje é que qualquer momento, qualquer situação, é motivo para se sacar uma câmera da bolsa e meter o dedo no botãozinho da máquina (calma amigos!). Ah, e ver a foto logo em seguida, é claro.

Sou a favor do desenvolvimento da tecnologia, claro. Admito que as máquinas digitais facilitaram e muito a nossa vida. Não sou louca de negar isso. Mas às vezes sinto saudade daqueles olhos vermelhos que o flash provocava nos amigos ou do olho fechado na principal paisagem das férias. A ansiedade e a surpresa de esperar a revelação de um filme são indiscritíveis. A grande invenção da revelação em uma hora talvez tenha marcado o início do fim desta saudosa era.

O que seria de Cartier Bresson e Sebastião Salgado (que ainda é vivo) se atuassem nos dias de hoje? Teriam sido suas fotografias tão marcantes?


Lembro de uma das primeiras frases dita pela queridíssima professora Renata Victor, na primeira aula de fotojornalismo na faculdade, numa sala do bloco A da Católica: "Fotografia. Foto = luz. Grafia = desenho. Fotografia é o desenho da luz." Pronto, de maneira tão simples ela foi capaz de traduzir uma paixão.

E para mim, poucas coisas conseguem ser mais belas que as nunaces de cinza, a perfeita junção de luzes de uma fotografia em preto e branco. Saudade do tempo em que era preciso calcular a luz para ajustar a abertura do diafragma com a velocidade de abertura o obturador.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eu sou Bono!!

Fiz o teste "Qual Rock Star você seria?" do Facebook. O resultado não poderia ser melhor!

Paul David Hewson, popularmente conhecido como Bono (Dublin, 10 de Maio de 1960) é um cantor irlandês, líder do grupo musical U2 e ativista pelos direitos humanos. Filho de um pai católico e uma mãe protestante, Bono cresceu com uma forte fé religiosa, mas sem nenhuma doutrina fixa. A sua mãe faleceu quando ele tinha catorze anos. Ele estudou no Mount Temple Comprehensive School, e foi lá que adquiriu seu apelido "Bono" (anteriormente "Steinvic von Huyseman", "Houseman", "Bob Murray" e "Bono Vox of O'Connell Street"). Em 1975, Larry Mullen Jr. (baterista do U2) colocou na escola Mount Temple um anúncio procurando por pessoas interessadas a formar uma banda. Apareceram Dave Evans (The Edge), Dick Evans, Adam Clayton e Bono. Inicialmente ninguém queria cantar. Havia um baixista, um baterista e 3 guitarristas. Mas como precisavam de um vocalista e Bono nunca podia transportar a sua guitarra para os ensaios ficou ele o responsável pelos vocais.É admirador incondicional de Elvis Presley, - já vestiu a roupa dourada, parecida com a que Elvis usou em shows, e segundo ele, até sentiu a presença do mesmo; escreveu um longo poema, e deu nome a um de seus filhos de Memphis Eve (Memphis, cidade onde Elvis viveu e morreu). Seu pseudônimo "Bono" – é uma adaptação de Bona Vox, uma marca de aparelho auditivo que em Latim traduz-se como "boa voz".Ele se casou com Alison 'Ali' Stewart e o casal teve quatro filhos - Jordan Lena (n. 10/05/1989), Memphis Eve ('Eve' n. 07/07/1991), Elijah Bob Patricius Guggi Q (n. 17/08/1999) e John Abraham (n. 20/05/2001).Em 2005, por suas atitudes humanistas, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O CD da fossa


Hoje eu peguei uma caixinha de CDs que fazia um tempo que não ouvia. Para entender: eu guardo parte dos meus discos naqueles estojos que se pode colocar vários fecha-se com um zíper, típico de carregar no carro. O fato é que me animei com a troca do meu computador do trabalho. Saí de uma máquina do tempo das cavernas para uma que tem até placa de som! Vejam só!

Voltando aos CDs... Tem um que é o hit da fossa - "Maria Rita", o primeiro álbum da filha de Elis Regina. São clássicos os versos destinados a quem quer se afogar ainda mais na dor de cotovelo.

São elas: "é uma pena, mas você não vale a pena"; "sobrou o meu velho vício de sonhar, pular de precipício em precipício", "veja bem, meu bem, arrumei alguém pra me confortar, e esse alguém está quando você sai"; "você me tirou pra dançar sem nunca sair do lugar", "foi só por um segundo, todo o tempo do mundo e mundo todo se perdeu"; só para lembrar de uns poucos.

Confesso que já dediquei esses versos a alguns elementos. Mas passado é passado.

Mas achei um verso para encerrar este post. "Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins." Mas esses dias ruins deixaram de existir e encheram-se do mais poderoso raio de sol do mais ensolarado dia de verão. Tudo no primeiro instante da troca de olhares, do toque na mão, do primeiro beijo, da primeira música que escutamos juntos.

Enfim, os tempos de fossa já eram e nunca irão voltar. E hoje, não imagino mais a minha vida sem este alguém tão especial ao meu lado, compartilhando não só os dias felizes e os momentos bons, mas também aqueles dias em que as nuvens insistem em aparecer. Mas uma relação verdadeira é construída assim, não é? Com amor, acima de tudo, mas também com amizade, respeito, carinho e CONFIANÇA.

Hoje eu rio de todos esses versos. E lembro de como era vazio ficar com amigas com a então situação semelhante a minha afogando as mágoas em litros e mais litros de cerveja ou qualquer outra coisa com teor alcoólico, esperando um telefonema ou um encontro casual.

Acho que não precisa dizer que eu estou amando. E muito feliz, obrigada.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Povinho "Cabeça"

Li uma matéria sobre um encontro semanal para discutir a nova cena cultural e musical pernambucana. Pode dizer que é preconceito, mas eu vejo o público que vai para tais encontros da seguinte forma:

- Homens: cabelo rasta, cuja única possibilidade de higiene possível é a máquina zero; camisa de malha com uns seis anos de uso, com desenho grafitado de uma folha de maconha; calça jeans de uso que não sabe o que é uma máquina de lavar há pelo menos três meses; chinelos de cor indeterminada, seja por sujeira, ou porque está velho mesmo; mochila de artesanato inca com dois anos e uso e sem nenhum vestígio de sabão em pó.

- Mulheres: cabelo rasta que viu um creme de hidratação há oito meses, devidamente guardado em uma touca de crochê verde desbotada; camiseta que era preta e agora é cinza porque ficou fubenta; uma saia indiana meio transparente porque tem dois anos de uso diário; chinelo de couro com chulé.